O cruzamento que põe as bases na mesma linha

O PGDAS-D é o início da conferência. Não o fim.

Para cada exercício, o Tech Fisco confronta a receita declarada com despesa, movimentação financeira e NFS-e. A maior base aparece com o fundamento e a memória de cálculo.

Três fundamentos

Não basta haver diferença. É preciso dizer de onde ela veio.

O sistema avalia os três candidatos de forma separada e registra qual deles sustentou a aferição em cada exercício.

A

Despesa considerada

O sistema soma tributos do Simples, folha e encargos e compras. Depois compara esse total com as despesas informadas na DEFIS e considera o maior valor.

Pergunta fiscal: a receita declarada sustenta a estrutura de gastos que a própria empresa informou?
B

Movimentação financeira

Os créditos identificados na movimentação financeira são comparados com a receita bruta declarada no PGDAS-D.

Pergunta fiscal: as entradas financeiras têm origem e tratamento compatíveis com o valor declarado?
C

Escrita fiscal / NFS-e

A base de ISS escriturada e as notas emitidas são confrontadas com a receita declarada ao Simples Nacional.

Pergunta fiscal: os serviços documentados cabem na receita bruta informada?

Exemplo numérico fictício

Como o sistema chega ao fundamento B e à base aferida.

Os valores abaixo servem apenas para demonstrar o cálculo. Não correspondem a contribuinte, município ou resultado real.

Memória de cálculo fictícia das linhas A a K do termo
LinhaDescriçãoValor fictícioLeitura
AReceita declarada (PGDAS-D)R$ 820.000Base informada pelo contribuinte
BTributos do Simples NacionalR$ 68.000Componente da despesa calculada
CFolha e encargosR$ 380.000Componente da despesa calculada
DComprasR$ 290.000Componente da despesa calculada
EDespesas calculadas (B + C + D)R$ 738.000Soma dos componentes
FDespesas da DEFISR$ 910.000Despesa total declarada na DEFIS
GDespesa considerada (maior E/F)R$ 910.000Candidato do fundamento A
HMovimentação financeiraR$ 1.180.000Candidato do fundamento B
IEscrita fiscal / NFS-eR$ 965.000Candidato do fundamento C
JMaior candidato válidoR$ 1.180.000Fundamento B
KBase aferida (J − A)R$ 360.000Diferença submetida à análise fiscal

A decisão fica explícita

O maior candidato válido é registrado por exercício.

Se A vencer em um ano e B em outro, o termo leva os dois fundamentos. Nenhum bloco jurídico aparece por rotina: entram apenas os tipos que efetivamente incidiram.

O auditor consegue responder três perguntas.

  • Qual fonte superou a receita declarada?
  • Quanto da diferença compõe a base aferida?
  • Qual fundamento técnico-jurídico precisa ser revisado no termo?
Auditável linha a linha. As linhas A a K preservam a origem dos valores e impedem que a base final apareça como um número sem memória.

Fac-símile

A apuração já termina em uma peça para revisar.

O documento abaixo reproduz a estrutura do termo gerado. Todo nome, número e valor é fictício.

PREFEITURA MUNICIPAL DE MUNICÍPIO MODELO
SECRETARIA MUNICIPAL DE FAZENDA
FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA
Documento fictício

Termo de Notificação e Intimação de Ação Fiscal

Ordem de Serviço: 000/2026   Sujeito passivo: Horizonte Serviços Ltda.   CNPJ: 00.000.000/0001-00.

No exercício da competência fiscal, fica o sujeito passivo cientificado da análise comparativa das informações declaradas no Simples Nacional e intimado a apresentar os documentos e esclarecimentos indicados neste termo.

Linha20232024
A · PGDAS-DR$ 760.000R$ 820.000
G · Despesa consideradaR$ 845.000R$ 910.000
H · Mov. financeiraR$ 880.000R$ 1.180.000
I · Escrita fiscal/NFS-eR$ 790.000R$ 965.000
J · Maior candidatoR$ 880.000R$ 1.180.000
FundamentoBB
K · Base aferidaR$ 120.000R$ 360.000

Fundamento incidente — Tipo B

O bloco jurídico é inserido porque a movimentação financeira constituiu o maior candidato nos exercícios demonstrados. A redação final incorpora a Lei Complementar nº 123/2006 e a lei municipal de ISS configurada pelo ente.

Documentos e esclarecimentos

O termo relaciona a documentação necessária, o prazo de atendimento e a forma de anexação para permitir a análise das possíveis origens não tributáveis ou já oferecidas à tributação.

Auditor(a) Fiscal
Matrícula 0000

Antes de protocolar

O sistema redige. A autoridade revisa.

A peça organiza a apuração e inclui apenas os fundamentos incidentes. Cabe ao auditor conferir o caso, examinar as explicações apresentadas e decidir os atos do procedimento.

O que sai preenchido

Papel timbrado, sujeito passivo, Ordem de Serviço, exercícios, tabela A–K, blocos jurídicos incidentes, prazo, anexação, data e assinatura.

O que é configurável

Nome da prefeitura, secretaria, órgão de lotação e lei municipal de ISS, além dos dados próprios do procedimento.

O que o sistema não decide

Não confirma automaticamente a ocorrência, não afasta justificativas no lugar do auditor e não promete êxito de eventual lançamento.

Abra o módulo de treinamento e percorra a memória A–K.

Depois, converse com a equipe sobre as fontes que seu município já recebe e a configuração da legislação local.

Ver demonstração (abre em nova aba) Falar com a equipe