Custódia antes de conveniência

O dado fiscal permanece sob controle do município.

O Tech Fisco processa os arquivos no ambiente definido pela prefeitura. A aplicação não usa CDN, não envia telemetria e não depende de serviços externos para analisar o contribuinte.

Limite técnico claro

Da importação à peça, o fluxo pode ficar dentro da infraestrutura municipal.

Arquivos fiscais, bancos de análise, documentos gerados e registros da sessão permanecem no armazenamento sob custódia do ente.

O que a aplicação não faz

  • Não carrega biblioteca, fonte ou interface por CDN.
  • Não envia telemetria para serviço externo.
  • Não chama API de terceiro para processar ECD, ECF, NFS-e ou extratos.
  • Não precisa remeter o conteúdo fiscal ao fornecedor para produzir o achado.
Independência operacional. O município consegue definir rede, perfis de acesso, retenção, backup e acesso administrativo sem entregar a custódia do arquivo fiscal a uma plataforma de análise externa.

Sigilo fiscal

Menos circulação de dado. Mais clareza sobre responsabilidade.

Custódia local não encerra a obrigação de segurança. Ela deixa visível quem administra o ambiente e quais controles precisam existir.

Código Tributário Nacional

Art. 198: informação obtida em razão do ofício não pode ser divulgada.

O sigilo alcança a situação econômica ou financeira do sujeito passivo e a natureza e o estado de seus negócios. Reduzir cópias e transferências externas ajuda a limitar a exposição operacional.

LGPD

Finalidade pública exige controle técnico e administrativo.

O tratamento pelo poder público deve estar ligado à finalidade pública, ao interesse público e às competências legais do órgão. A prefeitura continua responsável por acesso, segurança, retenção e resposta a incidentes.

Onde cada elemento fica

Uma arquitetura que a equipe de TI consegue explicar.

1

Navegador do auditor

Exibe a interface e envia o arquivo apenas para o servidor definido pelo município.

2

Servidor da aplicação

Interpreta as fontes, executa os cruzamentos e monta os documentos.

3

Armazenamento municipal

Conserva cache, sessões e projetos conforme a política de retenção configurada.

4

Saída fiscal

PDFs e relatórios retornam ao auditor sem etapa externa de redação ou análise.

O portal institucional segue a mesma lógica. Estas páginas usam HTML, CSS, JavaScript e SVG locais. Não carregam fontes, analytics, pixels ou scripts de terceiros. O acesso ao ambiente de treinamento ocorre apenas quando o leitor escolhe o link externo.

Requisitos honestos

Para rodar com custódia municipal, a infraestrutura também precisa fazer a parte dela.

Os pontos abaixo devem entrar no desenho de implantação com a TI, a procuradoria e o encarregado de dados.

Servidor dimensionado para a ECD

A referência técnica atual para produção recomenda 16 GB de RAM e limite de upload coerente com os arquivos recebidos — por exemplo, 300 MB. O dimensionamento final depende do volume e da concorrência.

Armazenamento persistente e protegido

O volume precisa ter espaço, backup, controle de acesso e criptografia em repouso fornecida pela infraestrutura. A aplicação restringe os arquivos no sistema, mas não cifra o volume por conta própria.

Rede, TLS e perfis de acesso

A TI deve limitar a exposição do serviço, usar conexão protegida e administrar usuários conforme a segregação de funções do município.

Retenção e descarte definidos

A aplicação permite configurar retenção de cache e arquivos temporários. A política precisa refletir o procedimento fiscal, os prazos legais e a governança do ente.

Operação e atualização

Backup testado, atualização do ambiente, registros de acesso e resposta a incidente continuam sendo responsabilidades operacionais da implantação.

Perguntas para a procuradoria e a TI

O diferencial precisa sobreviver à diligência técnica.

A conversa correta não é “está na nuvem ou não?”. É: quem detém as chaves, quem acessa, para onde o dado pode sair e como o caminho fica registrado.

O fornecedor recebe os arquivos fiscais?

Na implantação sob custódia municipal, não precisa receber. O processamento ocorre no ambiente definido pelo ente.

A aplicação funciona sem internet?

O núcleo de análise não depende de serviço externo. A rede interna ainda é necessária quando servidor e navegador estão em máquinas diferentes; atualizações e suporte seguem a política da implantação.

Os arquivos são cifrados pela aplicação?

Não. A criptografia em repouso deve ser fornecida pelo volume ou pela infraestrutura. Essa exigência precisa constar do plano de implantação.

O ambiente de treinamento recebe dado real?

O ambiente de treinamento é separado. Não envie dado fiscal real sem autorização, base jurídica e controles formalmente definidos pelo município.

Leve a TI e a procuradoria para a mesma conversa.

Apresentamos o fluxo de dados, os requisitos de infraestrutura e os limites da aplicação sem esconder as responsabilidades do município.

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